quarta-feira, 9 de junho de 2010

Sejam Bem vindos!!!

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domingo, 14 de março de 2010

Expedição resgate de tradições musicais

Ano passado um grupo de estudantes de música dasUniversidades Adam Mickiewicz de Poznań e de Wrocław estiveram no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Sob coordenação da Prof. dr Hab. Bożena Muszkalska vieram em busca das raízes musicais dos imigrantes polacos. Durante quase dois meses colheram depoimentos e registraram suas passagens por Curitiba, São José dos Pinhais, São Mateus do Sul, Aurea, e São Bento do Sul, além de Foz do Iguaçu. No vídeo abaixo mostraram brasileiros que ainda conservam muitas das tradições polacas trazidas por seus ancestrais. Uma delas, o ato de ainda falarem no idioma polaco. Falar que muitas vezes denuncia um biliguismo e a criação de palavras que não se encontram nem no idioma polaco, nem no português. Característica do processo de assimilação e adaptação cultural que sobrevive depois de várias gerações.


O grupo de estudantes de doutorado e mestrado em música era composto de Stanisław Annusewicz, Renata Chunderbalsingh, Gabriela Gasek, Agata Klonecka, Filip Lutowski, Michał Pieczka, Tomasz Polak, Łukasz Smoluch e Sônia Eliane Niewiadomski (brasileira de Cruz Machado e estudante do curso de Letras-Polaco da UFPR, que acampanhou o grupo durante toda a expedição) .
Fonte: Ulisse Jarosiński http://iarochinski.blogspot.com/

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Prefeito em exercício concede título a Grupo Polonês de Araucária

Grupo Wesoly Dom recebe título de
Consagração Pública, por relevantes serviços
prestados à comunidade




No dia 04 de janeiro o prefeito interino, Isac Fialla, sancionou a Lei Nº 2155/2010, que concede ao Grupo Folclórico Polonês Wesoly Dom, o título de Consagração Pública Municipal.

A titulação foi concedida ao grupo, conforme o estabelecido no Artigo 5º, da Lei Nº 1097 de 1997, pela importância de seu trabalho para a comunidade polonesa do município, uma das maiores do Brasil.

“É com muita honra que concedemos esse título ao Wesoly Dom. O grupo tem representado Araucária dentro e fora do Brasil, merecendo grande destaque na imprensa internacional por seu belíssimo trabalho”, comentou Fialla.

O grupo já representou o Município em diversos festivais por todo o Brasil, sendo muitas vezes premiado. Em duas ocasiões participou do Festival Mundial do Folclore Polonês em Rzészow, Polônia, merecendo destaque na mídia internacional.

Fonte: www.araucaria.pr.gov.br


História do Grupo Wesoly Dom
Em 1996 surge a idéia em montar um grupo de dança folclórica polonesa, idéia que até então estava somente no pensamento de uma família tradicional do Município de Araucária, família Soczek. Resgatar a cultura polonesa. "História que começou em 1875 com os imigrantes poloneses em nossa cidade, quando ainda não existia agricultura, eles aqui chegaram, preparados com sua técnica e experiência contribuíram para a formação de Araucária. Descendentes de poloneses, jamais podem esquecer a alegria, a música, a religião, culinária, enfim todos esses valores e características trazidos com eles da Polônia e que até hoje estão vivos e presentes em nossa comunidade, porém esquecidos. A partir deste, foram aumentando as expectativas, surgiam mais famílias polonesas com apoio da idéia e no intuito de formar uma entidade filantrópica para resgatar os costumes e tradições, onde que somente a partir do ano 2000 se concretiza a idéia.
Em 13 de maio de 2000, iniciou-se nesta data uma nova história para o Município de Araucária, um grupo pioneiro que resgatará parte da história da colônia Polonesa deste Município, ressurgindo suas crenças e tradições que nunca serão esquecidas. Em 13 de maio de 2000, é anunciada através da Sra. Célia Maria Soczek Kozak, a fundação do Grupo Folclórico Polonês Wesoly Dom, que significa Casa Alegre, uma homenagem a todas as famílias que nesta casa, vivenciaram as mais alegres festas. Hoje o grupo conta com 116 integrantes nas categorias infantil, juvenil e adulto. Já adquiriram vários títulos nos festivais dentro e fora do Estado e do país. Entre vários outros, apresentaram no Teatro Guaira, o maior da América Latina, Festival internacional de Joinville e por duas vezes em julho/2005 e julho/2008 participou no festival mundial do folclore Polonês em Rzészow na Polônia. Participou com mais de 26 países do mundo, e o qual foi destaque na mídia em toda Europa. Além das danças polonesas, representou o Brasil através das danças, carnaval, Frevo, Afixerê e Gaúcha. Promove a cidade de Araucária, com o resgate da cultura polonesa. O grupo se mantém com recursos próprios, através de festas típicas polonesas e doações, integrantes não possuem nenhuma renda em dinheiro, apenas trabalham como voluntários e principalmente pelo prazer de levar a cultura polonesa a diante.
Fonte: http://wesolydom.com/

Nossa Senhora de Częstochowa



A História.

Conforme tradição muito antiga, o quadro de N. Sra. do Monte Claro é cópia fiel da pintura feita pelo evangelista São Lucas.

Seguidas vezes, são Lucas visitava Virgem Maria, colhendo dela pormenores da infância de Jesus. Foi numa dessas ocasiões que ele, na própria tábua da mesa de cedro que Nossa Senhora usava para seu trabalho e oração, pintou sua imagem.

Diz a lenda que, ao iniciar a pintura do rosto da Virgem Maria, deteve-se pensativo, preocupado em exprimir da melhor forma possível toda beleza da Mãe de Deus. Profundamente recolhido, cochilou e adormeceu por alguns instantes e, acordando, surpreendeu-se ao encontrar o quadro pronto, no qual o rosto de Maria, de celestial beleza, estava pintado.

Sendo Jerusalém ocupada pelo exército romano, a Santa Helena - mãe do Imperador Constantino - foi conhecer os lugares santos e procurar o lenho da Santa Cruz. Santa Helena viu o quadro e recebeu-o das mulheres que o guardavam. Encontrando também o lenho da Santa Cruz, enviou ambos a seu filho Constantino o Grande, Imperador de Constantinopla, naquela época, metrópole da Igreja.

Esse Imperador, recém convertido ao cristianismo, recebeu o quadro enviado por sua mãe, com grande alegria, colocando-o na capela particular de seu palácio. Muitas cópias do quadro milagroso foram feitas, por ordem de Constantino, e por ele doadas aos cristãos do oriente e ocidente. O quadro original permaneceu com ele. Por mais de 400 anos o quadro permaneceu nas capelas particulares, como propriedade dos príncipes russos. Depois o quadro foi transferido para a capela do castelo Belz, na Rússia, onde permaneceu por muitos anos.

Entrando a Rússia em guerra contra Ludovico, rei da Hungria e da Polônia, foi por este vencida. A cidade de Belz e o castelo caíram nas mãos de Ludovico, que nomeou seu sobrinho Ladislau, Príncipe de Opole - Polônia, como governador de Belz.

Visitando as dependências do castelo, Ladislau encontrou o quadro de N.Sra. e, cheio de respeito e amor para com Mãe de Deus, colocou-o na capela do palácio. Entretanto, pouco tempo depois, a cidade de Belz foi invadida pelos Tártaros, que atacaram o castelo.

Ladislau com sua agente, defendia-se de forma heróica dos invasores muito mais numerosos. Vendo que seus esforços eram inúteis, Ladislau recorreu à proteção de Maria e, prostrando-se diante do Quadro sagrado, pediu socorro, que lhes veio sem demora. O príncipe, grato pela ajuda milagrosa, decidiu retirar o quadro da Virgem de Belz, pois era um lugar exposto aos ataques dos Tártaros, e levá-lo a Opole (Polônia) capital do seu principado.

Contudo, por desígnio de Deus e vontade de Maria, resolveu deixar o quadro numa capela situada na colina chamada Monte Claro, perto de Czestochowa. O ponto mais alto, por ser um descalvado de calcário, recebeu este nome de Monte Claro (= Jasna Gora)

Chegada do Quadro Milagroso à Polônia

Em agosto de 1382, O Príncipe Ladislau confiou o quadro milagroso aos cuidados dos Frades Paulinos, seus fiéis guardiões. Construiu-lhes, com ajuda do povo daquela região, o convento, a igreja e fez generosa doação em terras e aldeias para manutenção do convento e do Santuário. Ladislau Jagiello, rei da Polônia e Lituânia, não só aprovou as doações do Príncipe, mas contribuiu com outro tanto por sua parte.

Vista parcial do Santuário

em Monte Claro em Czestochowa – Polônia.

A pedido deste rei, o Papa Martinho V, pela Bula de 27 de Novembro de 1429, enriqueceu o santuário de Monte Claro com diversas indulgências e com a benção papal.

Desde o primeiro dia da chegada do quadro da Virgem Maria na terra polonesa o povo recorre a Nossa Senhora, pedindo saúde, consolo e graças espirituais.

Inúmeras graças atribuem-se a ele: doentes foram curados, pessoas desesperadas encontraram paz e consolação etc. Todos os que recorriam à Mãe de Deus com confiança e amor, eram atendidos em suas necessidades.

Peregrinações das mais longínquas localidades do país e mesmo do estrangeiro chegavam ao Monte Claro em busca de socorro material e espiritual. Confortados pela ajuda recebida, expressavam a sua gratidão, oferecendo ao Santuário donativos em ouro, prata, pedras preciosas e dinheiro. Também a rainha da Polônia, Santa Edviges, com seu esposo, o rei Ladislau Jagiello e os dignitários da corte, faziam ricas doações a Nossa Senhora.

Ornada com tantas jóias de alto valor, o quadro milagroso tornou-se objeto de cobiça por parte dos ateus, dos infiéis e dos assaltantes, numerosos naquela época.

Na madrugada do dia da Páscoa, do ano de 1430, o Santuário de Nossa Senhora, onde apenas os frades e alguns peregrinos se encontravam, foi repentinamente invadido por bandidos. Arrancaram do altar o quadro, jóias, cálices e tudo de grande valor, jogaram tudo numa carroça, pondo-se em fuga.

Por descuido o quadro caiu da carroça e quiseram o recolocar, mas não o conseguiram. Do castelo mais próximo, vieram soldados armados e puseram-se imediatamente atrás dos bandidos.

Os bandidos percebendo o que acontecera e não conseguindo recolocar o quadro no veículo, o chefe dos bandidos, na iminência de ser apanhado, encolerizou-se, golpeou-o diversas vezes com a espada e fugiu apressado. Ao chegar no local, soldados, peregrinos e frades, encontraram o quadro partido em três pedaços e o rosto de Nossa Senhora dolorosamente ferido.

Ajoelhando-se, pediram ajuda de Deus. Depois pediram ao rei da Polônia Ladislau Jagiello que tomasse providências necessárias para restauração do quadro. Famosos pintores foram até lá para restaurar, mas nenhum deles conseguiu restaurar a pintura do quadro.

Quando todos desistiram, um jovem que havia auxiliado o primeiro pintor veio até o rei e declarou com toda simplicidade:

"A Mãe de Deus não quer que sejam apagadas essas cicatrizes".

Dito isto, pediu que lhe desse licença para concluir a restauração do quadro, e o rei embora contrariado, não tendo outro recurso cedeu ao seu pedido.

Antes de pintar o jovem rezou a noite inteira. Concluído o trabalho, entregou ao rei Ladislau o quadro completamente restaurado, com todos os cortes cobertos, exceto os três ferimentos no rosto de Nossa Senhora. O jovem pintor havia desaparecido e nunca mais foi visto.

O quadro voltou ao seu trono, ornado novamente de ouro, prata e pedra preciosas, doadas pelos reis e pelo povo. A Mãe de Deus continuou, desde então, operando milagres e atendendo a todos os que a Ela recorriam com confiança e fé.

Em 1655, os Suecos invadiram a Polônia e atacaram também o Convento e o Santuário de Czestochowa, a fim de se apoderarem das riquezas do país. No Convento havia apenas frades e 50 famílias e alguns soldados. Durante 40 dias, os suecos atacavam com mais de 15 mil homens, canhões etc..., lançando bombas incendiárias sobre o Santuário.

Os frades e os outros sitiados defendiam-se heroicamente, confiando na proteção de Nossa Senhora e chegavam afazer procissão com o Santíssimo em volta do Santuário, cantando e rezando no meio dos ataques do inimigo.

Os suecos reconhecendo que lutavam contra forças sobrenaturais resolveram se afastar na noite de Natal e pouco tempo depois, foram expulsos também do país.

No ano seguinte de 1656, Nossa Senhora de Czestochowa foi declarada, oficialmente, pelo Papa, RAINHA DA POLÔNIA.

Milagres Ocorridos no Século XX.

Muitas são as graças atribuídas à Nossa Senhora do Monte Claro no século XX.

No final da II Grande Guerra, Adolf Hitler reconhecia que a investida contra a Polônia havia fracassado devido, segundo suas próprias palavras, "à Negra de Czestochowa".

No dia 26 de Agosto de 1956, um milhão de poloneses, unidos num só coração, renovou o Voto da Nação, repetindo as palavra do Cardeal Stefan Wyszynski ausente (preso pelo regime comunista), e renovando as promessas de fidelidade à sua Rainha, a Deus, à Cruz, ao Evangelho, à Igreja e seus Pastores.

Por essas promessas eles se comprometiam a defender a vida desde a sua concepção e a mútua fidelidade no matrimônio. Prometiam, também, lutar contra seu vicio e praticar a lei do amor, respeitando a dignidade humana.

Cada ano, no dia 3 de maio, esses Votos São renovados em cada paróquia e, no dia 26 de agosto, no Santuário de Monte Claro em Czestochowa, aos pés de Maria, Rainha da Polônia.

Qual o motivo da cor “negra”?

Ao longo dos séculos, muitos foram os testemunhos de curas e outros fenômenos milagrosos ocorridos com fiéis que peregrinaram à pintura. Ela é conhecida como "A Senhora Negra" por causa da fuligem acumulada sobre a sua superfície, fruto de séculos de velas votivas queimadas junto a ela. Com o declínio do comunismo na Polônia, as peregrinações à Senhora Negra aumentaram notavelmente.

Um Papa Polonês em Roma.

No dia 16 de outubro de 1978, os sinos de todas as igrejas da Polônia tocavam festivamente, anunciando que um filho da Polônia martirizada, mas sempre fiel, Karol Wojtyla, Cardeal, fora eleito Papa, como 266 Sucessor de São Pedro, com o nome de João Paulo II.

João Paulo II, antigo Arcebispo de Cracóvia, no dia seguinte à sua eleição, escreveu ao Primaz da Polônia uma carta, e terminou dizendo:

"Não haveria na sede de São Pedro um papa polonês, se não houvesse Monte Claro e o maravilhoso Primaz com sua fé heróica e inabalável confiança em Maria, Mãe da Igreja".

No seu brasão papal, colocou uma grande cruz, a letra M e as palavras: TOTUS TUUS, que significa: Todo Teu - Todo de Maria.

Monte Claro, depois de tantas provas e sacrifícios, o viu chegar radioso, cheio de esperança e fé no futuro, que culminou com a visita do Santo Padre à Polônia, de 2 a 10 de junho de 1979.

Como fiel servo de Maria, chegou dia 3 de junho a Monte Claro e permanecendo ali por 3 dias. Em sua peregrinação ao Brasil, de 30 de junho a 12 de julho de 1980, o Santo Padre ofereceu à imigração polonesa, um quadro de Nossa Sra. de Czestochowa.

Os imigrantes poloneses, ao deixarem sua Pátria, levavam sempre consigo esse grande tesouro: o quadro de Nossa Sra. do Monte Claro e a grande devoção à Maria Santíssima.

Chega o ano de 1982. Polônia prepara-se para comemorar os 600 anos do reinado maternal de Maria em Czestochowa. João Paulo II alimenta o grande desejo de ir agradecer,pessoalmente a Maria, a proteção Materna à sua Pátria, mas o governo comunista não deu a permissão, transferindo a peregrinação para o ano de 1983.

Foi com jubiloso "Magnificat" e "Te Deum" que a Nação Polonesa agradeceu os benefícios e as graças de ordem espiritual e material recebidas das mãos maternas de Maria Rainha da Polônia.

Realmente, Maria nunca abandonara o seu reino, quer nas guerras, quer nas ocupações inimigas, nas perseguições comunistas, quer em tempo de paz e em todas as circunstâncias.

Finalmente Polônia ficou livre do regime comunista, graças à proteção de Nossa Senhora do Monte Claro. Inúmeras são as graças de curas e conversão de pecadores, ao entrarem no Santuário da Virgem de Czestochowa. Maria espera a todos e ajuda aquelesque a reconhecem como Mãe de Deus e seguem os passos do seu Filho Jesus Cristo.

O dia 26 de agosto é dedicado à Nossa Senhora de Czestochowa.

Nossa Senhora de Czestochowa, rogai por nós.




Opłatek - confraternização polaca


Os polacos comemoram a Vigília do Natal com a partilha do pão ázimo, ou como é conhecido na Polônia, oOpłatek(pronuncia-se opúaték).

A cerimônia costuma ocorrer nas residências das famílias. Antes da cena que antecede a vigília e ao redor da mesa servida e adornada com a choinka (rroinca - árvore de natal) e o presépio, todos aguardam o aparecimento da primeira estrela no céu. Nesta época costuma escurecer na Polônia por volta das 4 horas da tarde. Normalmente o chefe da família, o pai, ou na ausência deste a mãe, faz uma oração e distribui o Opłatek (óstia não consagrada na igreja e a venda e todos os quiosques e lojas de artigos natalinos).
Todos os integrantes da família, oferecem-se uns aos outros a óstia. Cada um quebra um pedacinho da óstia do outro e come. Partilham assim o pão, perdoando-se e desejando votos de Feliz Natal.
Após a cerimônia da partilha do pão e ao som dasKolendy (cantos natalinos), todos se sentam à mesa, repleta de 12 pratos, cada um represetando um apóstolo de Jesus Cristo. Não se come carne na vigília natalina polaca. Apenas peixes (na maior parte das casas o peixe preparado assado, cozido em saladas, em sopas e frito) é a carpa. Tem muito pierogi (de ricota com batata, de repolho com cogumelos e de frutas silvestres).
O significado da partilha do pão está, sobretudo, no perdão mútuo e na confraternização entre os membros da família e da comunidade. O profundo conteúdo da partilha do Opłatek nasce no mistério central do cristianismo, a Eucaristia, chamada a Partilha do Pão.
Se na Polônia esta cerimônia é quase obrigatório, entre os descendentes de polacos no Sul do Brasil, especialmente, a tradição tem ganho a cada ano que passa mais adeptos. Curitiba costuma celebrar a cerimônia nos clubes sociais e entidades folclóricas. Nas demais cidades sulistas, cada uma reúne a comunidade de origem polaca e a celebra.

Fonte: Ulisse Jarosiński http://iarochinski.blogspot.com/

Lenço na cabeça era tradição entre mulheres casadas


Os membros do grupo de poloneses (poloneses@yahoogrupos.com.br) levantaram recentemente uma dúvida: qual seriao verdadeiro motivo de mulheres casadas usarem um lenço na cabeça, antigamente, na Polônia, um costume que foi trazido para o Brasil. Esse grupo de internautas presenta muito interesse na cultua polonesa e chega hoje a 400 pessoas espalhadas por todo o Brasil. Silvia Parapinski, natural de Iraty (no estado do Paraná) e hoje residente em Jundiaí, no estado de São Paulo, é quem monitora as atividades e mantém, ainda, o site www.polonesesnobrasil.com.br. Abaixo, você acompanha os mais importantes comentários sobre o lenço na cabeça das mulheres casadas.

Casamento polonês:
Por volta das 22 horas, era realizada a dança da mesa, o “czepowiny” ou “odczepiny”. Os noivos eram colocados sentados à mesa ao centro do “boisko”, juntamente com os padrinhos. Condes e damas tinham a tarefa de ir buscando cada um dos convidados e dançar uma volta com o convidado ao redor da mesa dos noivos. Aí, o convidado pagava a gratificação do casamento, depositando uma cédula de dinheiro no prato dos noivos. A compensação da gratificação era um novo cálice de vodka ou licor, ou balas, ou cigarros. Não havia o costume de cortar a gravata do noivo ou recolher moedas no sapatinho da noiva. No final, o noivo ficava sentado à mesa e a noiva
escolhia alguns rapazes para dançar com eles, o que era uma grande honra. Ao final dessa cerimônia, a noiva se sentava no colo do noivo e as senhoras casadas retiravam (odczepic) o véu da noiva e então ela recebia um lenço-de-cabeça (chustka); a partir dessa hora, já como mulher casada, ela passava a usar o lenço todos os dias. Fazia-se uma brincadeira, em que as casadas puxavam a noiva para o lado delas e as solteiras puxavam-na para o lado das solteiras. Enquanto isso, os homens respeitáveis, trajados de chapéu, em qualquer canto, com um baralho bem surrado, improvisavam uma mesa para jogar uma eletrizante partida de truco.

O local e a data:
A festa do casamento era feita na casa dos pais da noiva, num dia de sábado. Em décadas anteriores, o casamento era celebrado na segunda-feira e não no sábado. Para marcar o casamento, era preciso pensar em contratar uma cozinheira (kucharka) com seus tachos e talheres, uma bandinha de música (musykanti), o padre (ksiads), algo que tinha que ser feito com uns 18 meses de antecedência. Marcada a data com esses três profissionais, então era hora de ir convidando o casal coordenador da festa (druzba e druzbina), os padrinhos e madrinhas, os condes e as damas (sfat e druszka). O convite geral era dirigido para os familiares e vizinhos; na prática, a colônia toda era convidada. * Nota- os vocábulos em polonês aqui inseridos entre parênteses nem sempre existem no dicionário polonês porque são vocábulos criados nas colônias polonesas.

A despedida:

Os pais dos noivos não iam ao casamento religioso na igreja, pois eles estavam ocupados com a festa. Quem acompanhava os noivos na viagem à igreja eram os padrinhos, os condes e as damas.
Alguns dias depois do casamento, os noivos iam para a cidade para a foto do casamento; a noiva se vestia de novo e então era feito o retrato. Não havia fotógrafos no dia do casamento, muito menos câmara de vídeo.




Fonte: Jornal Polska Brazylli Ed. 11